quinta-feira, 26 de março de 2009


Estação primavera

(Carlos Queiroz Telles)


Esta não é a plataforma de embarque

Porque a viagem começa bem antes,

Mas é a primeira estação de passagem

Para a descoberta final de si mesmo.

Não há bilhete que indique o destino,

Nem placa, nem guia, nem mão, nem ensino.

A estrada exige somente coragem,

Difícil traçado do próprio caminho.

O tempo é de sobra e a existência contínua.

Espelhos não mostram o percurso dos anos.

O prazer da aventura e a paixão pela vida

Sustentam ilusões e compensam enganos.

Para o corpo entregue à emoção timoneira

O horizonte mais amplo é frágil fronteira.

Tudo é passível de um gesto mais longe.

Tudo é possível de um novo começo.

O vento de popa estilhaça correntes:

Antigas amarras de afagos paternos,

Trilhas seguras em mapas eternos,

Palavras visíveis ao som de um olhar.

Nada resiste à invenção do momento.

Ser é um saber que respira no peito.

Dor é o sabor de um encanto desfeito.

Amar é saber o sabor de um cheiro.

A alegria se colhe na mão companheira,

A solidão se semeia à beira do amor.

2 comentários:

Anônimo disse...

Adoro este poema perfeito, tudo haver com os jovens, decisões, escolhas, que devemos tomar ao longo de nossa caminhada!!!Tks!!

Anônimo disse...

oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
llllllllllllllllllllllleeeeeeeeeegaaaaaaaal



[red]legal vc esta escrevendo estes textos mas tem sempre uma coisa que procuro ensinar ñ se engane pela aparecia fisaca mas pelo carater